quinta-feira, 19 de março de 2020

O futuro do Presidente Bolsonaro

Erros estratégicos, falas corporativas, ações inequívocas. Em seu governo ocorreu queimadas, derramamento de óleo na costa brasileira, aumento de femininístico e agora vem a coroação de suas atitudes diante de uma pandemia.

Quando saiu o resultado das eleições de 2018, conversando com alguns amigos, coloquei alguns futuros possíveis ao então vencedor, tendo como base ações feitas por presidentes anteriores.

Primeira opção, e continua sendo, um ato semelhante ao Presidente Jânio Quadros, renunciou e esperou que o povo o recolocaria nos braços ao poder, o que não ocorreu. Evidente em pensarmos em Jair Bolsonaro com um pouco mais de bom senso do que Quadros. Mas a pressão pode aumentar e ele pode considerar esta possibilidade de renunciar e esperar seus apoiadores o reconduzindo ao poder, neste caso, por meio de uma tomada de poder sob o poderio das armas. Porém, considero mais louvável ele apenas pedir renúncia e ponto final. Meus amigos consideram-no orgulhoso e por este motivo, não pedira renuncia, suportando até o final.

Segunda opção, isolamento político e termino do mandato. Esta opção estava como a mais provável, pois sua habilidade de governar e fazer a verdadeira política nunca foi seu forte, as sucessivas derrotas no congresso são a prova. Porém, com o intento de evitar um caos político, o melhor seria por-lo de lado e prosseguir, mas então veio o covid 19 e alterou tudo.

Terceira opção, impeachment, neste caso, semelhante aos mandatos de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Como ambos possuem motivações diferenciadas para terem sofrido o impedimento de seus mandatos, não pretendo adentrar neste campo. Alguns amigos não aceitavam esta opção por termos acaba de passar um impedimento, porem com suas últimas ações perante a pandemia do covid 19 as ideias sofreram uma drástica alteração.

Quarta Opção, suicídio. Encurralado, pressionado, sob grande tensão, Getúlio Vargas, "o pai dos pobres e mãe dos ricos" terminou seu único mandato eleito com um tiro no peito, deixando a vida e partindo para história, como esta em sua carta. Poucos acreditam nesta ação, pois Bolsonaro não tem tal virtude moral e não é um simbolo para a grande massa, ao ponto de sua morte não levantar uma comoção nacional.

Alguns apoiadores já aceitaram o erro de colocar Bolsonaro no poder e se dizem arrependidos. Mas ainda temos uma grande leva de indivíduos revoltados com o PT e não querem admitir seu segundo erro, em apoiar uma pessoa desqualificada, procurando de todas as formas justificar o apoio.

Bolsonaro poderia fazer um bom governo, aceitando suas limitações e procurando fortalecer sua base e buscar sanar suas falhas, mas optou por fazer algo plenamente o inverso, se mantendo dentro de sua bolha conspiratória e idealista, rumando eu barco direto as profundezas do mar político.

Acredito muito na permanência de seu mandato até o final da crise do covid 19. Ao fim da crise, seu governo chegara ao termino.