quarta-feira, 25 de novembro de 2020

terça-feira, 3 de novembro de 2020

terça-feira, 20 de outubro de 2020

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terça-feira, 29 de setembro de 2020

terça-feira, 15 de setembro de 2020

domingo, 13 de setembro de 2020

terça-feira, 8 de setembro de 2020

terça-feira, 18 de agosto de 2020

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

quarta-feira, 20 de maio de 2020

quinta-feira, 7 de maio de 2020

terça-feira, 21 de abril de 2020



Entre o medo e a incerteza

Um vírus colocou a humanidade em cheque, mostrando o melhor e o pior do sistemas de governo de alguns países e das pessoas, dividindo-os entre o medo e incerteza.

Esta análise acerca da fragilidade dos países China, Itália, Estados Unidos e Brasil perante as dificuldades na luta contra o mal invisível, um recorte de várias matérias e textos sobre o tema, não trago nenhuma novidade, mas levanto um ponto de vista ao final cada nação, acerca de mudanças ou continuidades, tanto pela forma de administrar o país, quanto da população neste momento.


A China comunista cerceia a liberdade do indivíduo, controla as informações e a vida de cada cidadão. Porém é a segunda maior econômica mundial. A forma como o governo lidou com a crise, inicialmente, todo o controle e falta de transparência fizeram alguns grupos, tanto dentro quanto fora do país, questionarem o governo, mas se isso vai levar uma revolução e ao fim do comunismo ou uma abertura social, com mais liberdade de comunicação, Acredito que não.

O crescimento econômico italiano, proporcionado por um conjunto de incentivos a indústria no período pós-guerra, mesmo com recursos naturais limitados, proporcionou um avanço, na região norte, associado ao turismo, elevando o nível social do país. Entretanto o governo, principalmente a região Lombardia ignorou a letalidade da doença, procurando levar a vida como se nada estivesse ocorrendo. “Milão não para” foi o mote da principal cidade da região, até os óbitos alcançarem números alarmantes e médicos terem de decidir quem vive. A luta para conter a propagação do inimigo levou governos a adotarem estratégias de guerra. O pensamento do italiano foi sendo alterado, a preocupação não é mais consigo, mas com o todo. A Itália mudou.

O sistema de saúde dos Estados Unidos sempre foi um problema. Em 1965, o presidente democrata Lyndon Johnson, conseguiu aprovar mudanças no sistema, criando o Medicare, programa de saúde exclusivo para os idosos a partir dos 65 anos e o Medicaid, prestação de atendimento médico exclusivo para a população de baixa renda. Em 2010, o presidente, também democrata, Barack Obama, com a proposta Patient Protection and Affordable Care Act (PPACA ou Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente) chamado comumente como Affordable Care Act (ACA) ou como foi apelidado pelos jornalistas de "Obamacare". Porém, mesmo com estas alterações, famílias podendo não serem atendidas por estes programas, tendo de pagar pequenas fortunas para serem atendidas em hospitais ou clinicas, levando muitas a falência financeira. Informações garantem a letalidade da doença perante a população negra pobre, mesmo estado fora dos grupos de risco. Se o governo vai alterar seu sistema de saúde, concedendo um sistema para todos e gratuito, acho muito difícil ocorrer.

O Brasil pode ser um exemplo para o mundo no sistema de saúde ou se tornar um campo de jazigos por não atuar, conforme sugere a OMS. O sistema de quarentena, tanto questionado pelo Presidente, mas mantido pelos governadores, conseguiu manter, até o momento, o número de mortos bem abaixo do esperado por alguns analistas, caso nada fosse feito. Entretanto o país, assim como os outros, possui o seu calcanhar de Aquiles: a desigualdade social.
O abismo separando os privilegiados das camadas carentes, tendo no meio, ilhas solitárias da classe média, torna o país um ponto de preocupação. A desigualdade não teve início nos últimos anos, mas se encontra presente desde o início da colonização, com o passar dos séculos, ganhando proporções discrepantes. Neste momento, enquanto alguns estão reclamando por estrem em suas casas ou apartamentos aquartelados, outros estão tendo de sair às ruas para garantir o alimento do dia, correndo o risco de contraírem a doença e virem a falecer. As ações do governo para os privilegiados e empresário foi rápida, entretanto para a camada mais necessitada, está sendo lenta e aquém do esperado. Grupos procuram auxiliar os necessitados, mas não se fala em diminuir o abismo social. O Sistema Único de Saúde é um acalento às almas sofridas e castigadas, atendendo a todos, porém sua capacidade de atuação encontra-se a beira do colapso. Se teremos políticas públicas para diminuir o abismo, acredito que não. Continuaremos sendo um país de uma meritocracia voltada para privilegiados e esforçados.

Vivemos um período de medo e incertezas, com grandes tristezas e poucas alegrias. O que será do mundo para os próximos anos? Uma imensa incerteza. Teremos algumas mudanças, isso é certo, seja no campo do trabalho, do estudo e na ciência.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

quinta-feira, 9 de abril de 2020

quinta-feira, 19 de março de 2020

O futuro do Presidente Bolsonaro

Erros estratégicos, falas corporativas, ações inequívocas. Em seu governo ocorreu queimadas, derramamento de óleo na costa brasileira, aumento de femininístico e agora vem a coroação de suas atitudes diante de uma pandemia.

Quando saiu o resultado das eleições de 2018, conversando com alguns amigos, coloquei alguns futuros possíveis ao então vencedor, tendo como base ações feitas por presidentes anteriores.

Primeira opção, e continua sendo, um ato semelhante ao Presidente Jânio Quadros, renunciou e esperou que o povo o recolocaria nos braços ao poder, o que não ocorreu. Evidente em pensarmos em Jair Bolsonaro com um pouco mais de bom senso do que Quadros. Mas a pressão pode aumentar e ele pode considerar esta possibilidade de renunciar e esperar seus apoiadores o reconduzindo ao poder, neste caso, por meio de uma tomada de poder sob o poderio das armas. Porém, considero mais louvável ele apenas pedir renúncia e ponto final. Meus amigos consideram-no orgulhoso e por este motivo, não pedira renuncia, suportando até o final.

Segunda opção, isolamento político e termino do mandato. Esta opção estava como a mais provável, pois sua habilidade de governar e fazer a verdadeira política nunca foi seu forte, as sucessivas derrotas no congresso são a prova. Porém, com o intento de evitar um caos político, o melhor seria por-lo de lado e prosseguir, mas então veio o covid 19 e alterou tudo.

Terceira opção, impeachment, neste caso, semelhante aos mandatos de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Como ambos possuem motivações diferenciadas para terem sofrido o impedimento de seus mandatos, não pretendo adentrar neste campo. Alguns amigos não aceitavam esta opção por termos acaba de passar um impedimento, porem com suas últimas ações perante a pandemia do covid 19 as ideias sofreram uma drástica alteração.

Quarta Opção, suicídio. Encurralado, pressionado, sob grande tensão, Getúlio Vargas, "o pai dos pobres e mãe dos ricos" terminou seu único mandato eleito com um tiro no peito, deixando a vida e partindo para história, como esta em sua carta. Poucos acreditam nesta ação, pois Bolsonaro não tem tal virtude moral e não é um simbolo para a grande massa, ao ponto de sua morte não levantar uma comoção nacional.

Alguns apoiadores já aceitaram o erro de colocar Bolsonaro no poder e se dizem arrependidos. Mas ainda temos uma grande leva de indivíduos revoltados com o PT e não querem admitir seu segundo erro, em apoiar uma pessoa desqualificada, procurando de todas as formas justificar o apoio.

Bolsonaro poderia fazer um bom governo, aceitando suas limitações e procurando fortalecer sua base e buscar sanar suas falhas, mas optou por fazer algo plenamente o inverso, se mantendo dentro de sua bolha conspiratória e idealista, rumando eu barco direto as profundezas do mar político.

Acredito muito na permanência de seu mandato até o final da crise do covid 19. Ao fim da crise, seu governo chegara ao termino.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020