quarta-feira, 3 de abril de 2013

Conservadores e Liberais

Brasil, um país de contrastes e dualidades.

Enquanto o Deputado Federal Jean Willys (PSOL-RJ) levanta a bandeira da legalização da prostituição no Congresso em uma casa preocupada com os votos dos conservadores, sendo que os juízes do STF avançaram ao dar um passo adiante e reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo, afinal, eles não precisam se preocupar em perder o cargo por conta dos conservadores.

O mesmo Congresso, numa jogada política por conta de cargos entre partidos, entrega a Comissão de Direitos Humanos e Minorias para um deputado declaradamente Homofóbico, pastor de uma congregação que deve ter se elegido graças aos seguidores de sua igreja, Pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), sendo artistas estão "saindo do armário" e assumindo suas sexualidades, vide o caso mais recente, quando Daniela Mercury assumiu sua nova condição e teve sua declaração indo parar em todos os tele-jornais deste país e posso garantir que muitos jornais impressos dedicaram nem que seja uma pequena nota em suas capas iniciais.

Ano que vem teremos eleições para vários "cargos" políticos, incluindo o de Deputado Federal, a pergunta que me assola a alma, Jean Willys e Marcos Feliciano saindo para as suas reeleições em suas respectivas áreas de atuação, conseguiram almeja o objetivo com suas atuais atuações?
Acredito que sim, pois os dois possuem eleitores que assinaram o contrato e delegaram a estes senhores os cargos almejados para que os representem, mas até que eu gostaria de ver o Pastor perder a eleição. Só para ter certeza algo neste país estaria começando a mudar, e assim a politicagem finalmente perde-se sua força e se começasse a fazer da politica uma pratica decente e sadia.
Sonhar não para imposto.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A renúncia de Bento XVI: Um alerta para a religiões tradicionais aos novos tempos


Já anunciado que no dia 28 de fevereiro de 2013 o Pontífice Bento XVI deixara o trono de São Pedro. Os motivos estão ligados a avançada idade,  sua frágil saúde, visto que o Papa faz uso de marcapasso, e não ter o vigor necessário para enfrentar as mutações e transformações de um mundo em constante renovação.

Durante os oito anos de liderança, Joseph Ratzinger enfrentou muitos problemas, entre o mais complexo, posso citar os vários casos de pedofilia envolvendo padres e a demissão do mordomo no final do ano também ganhou os noticiários do mundo. Entretanto o maior "desafio" de Bento XVI, acredito, foi suceder "o papa peregrino", João Paulo II, algo distante de ser atingido, mas entendo perfeitamente que são duas mentes diferentes e distantes. Vale lembrar que estou falando que Joseph Ratzinger deveria agir igual Karol Józef Wojtyla.

Mas vejo sua renúncia como um alerta as religiões tradicionalistas as modificações que estão ocorrendo no mundo, não me refiro aos meios tecnológicos, pois o próprio papa possuiu um twitter. Nos Estados Unidos o presidente Barack Obama se diz a favor da união homossexual; No Brasil, o pastor Cilas Malafaia foi duramente criticado após sua entrevista no programa da Gabi, por criticar o homossexualismo; a condenação de Bento XVI ao uso de preservativos também causou polemica.

As mudanças sociais estão agravando a relação com as religiões tradicionais, sendo que o cristianismo é disparadamente a mais afetada, devido ao modo liberal ao que estamos engrenados. Estas complicadas questões deixaram as mãos de Bento XVI, para serem respondidas por seu sucessor, seja ele quem for. Para os mais pessimistas, pode parecer um racha na igreja e o fim dos tempos, um papa renunciar, mas tal ação não era realizada a mais de seis séculos, sendo assim, é apenas um momento de crise, que logo passará.




sábado, 26 de janeiro de 2013


Considerando alguns pontos, uma pessoa que tenha menos de 40 anos no Brasil, muito dificilmente não leu uma história em quadrinhos. Esta constatação se vale por dois pontos importantes:

I - A publicação em jornais e revistas de personagens estrangeiros, principalmente os super-heróis estadunidenses das editoras Marvel e DC;

II - O trabalho árduo do pai da Turma do Bairro do Limoeiro, Mauricio de Sousa, que já completou 50 anos de atividade,  criador de personagens memoráveis e inesquecíveis.

Provar a influência dos super-heróis é fácil, vale notar a quantidade de camisetas, revistas e bonecos vendidos, ou mesmo pela quantidade de pessoas indo aos cinemas, comprando os DVD ou Blue-Ray.

No caso do segundo, não irei utilizar a quantidade de revistas vendidas todos os meses, mas sim o quadrinho "Ouro da Casa" para provar esta influência. E sim, sei que poderia ir bem mais atrás e trazer a trilogia MSP + 50, ao qual temos 150 artistas nacionais para fazer uma história com os personagens da Mauricio de Sousa Produções seguindo as suas características, estilos e maneiras de narrar uma história: MSP + 50 – Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas e MSP Novos 50 – Mauricio de Sousa por 50 Novos Artistas, todas as obras foram lançadas pela Editora Panini em dois formatos, capa dura e versão brochura.

Entretanto “Ouro da Casa” é mais significativo por um pequeno motivo: Apesar do Mauricio de Sousa  esta presente nas publicações, ele não senta e desenha todas as histórias, existe uma equipe composta por mais de 80 pessoas para levar todo mês as aventuras da MSP as bancas. Pessoas que se tornam anônimas, invisíveis, pois todas as publicações recebem a assinatura de criador. Vale lembrar que não estou considerando a linha da Monica Teen, nesta observação, mas sim os personagens clássicos. O grande idealizador esta obra é Sidney Gusman, coordenador do Planejamento Editorial da MSP, desde 2006.

Alguns artistas utilizaram várias páginas para narrar suas aventuras enquanto que outros fizeram a utilização de apenas uma página; uns trabalharam de forma simples, enquanto outros colocaram desenhos detalhistas. Mas nada desta diferenciação afetam a obra, muito pelo contrario, mostra a influência do mestre Mauricio.

Toda vez que se lança uma revista em quadrinhos no Brasil o discurso da dificuldade esta em primeiro plano. Da produção inicial até chegar às mãos do leitor, uma revista pode demorar anos, literalmente. A MSP vem mostrar que este caminho pode ser reduzido e seguro.

Podemos até não acompanhar mais a turma do Bairro do Limoeiro, seja em sua forma clássica ou na teen, uma coisa é certa, tirando os casos raros, todos com menos de 40 anos já leram uma revista deste criado que se orgulha de ser brasileiro.