sábado, 26 de janeiro de 2013


Considerando alguns pontos, uma pessoa que tenha menos de 40 anos no Brasil, muito dificilmente não leu uma história em quadrinhos. Esta constatação se vale por dois pontos importantes:

I - A publicação em jornais e revistas de personagens estrangeiros, principalmente os super-heróis estadunidenses das editoras Marvel e DC;

II - O trabalho árduo do pai da Turma do Bairro do Limoeiro, Mauricio de Sousa, que já completou 50 anos de atividade,  criador de personagens memoráveis e inesquecíveis.

Provar a influência dos super-heróis é fácil, vale notar a quantidade de camisetas, revistas e bonecos vendidos, ou mesmo pela quantidade de pessoas indo aos cinemas, comprando os DVD ou Blue-Ray.

No caso do segundo, não irei utilizar a quantidade de revistas vendidas todos os meses, mas sim o quadrinho "Ouro da Casa" para provar esta influência. E sim, sei que poderia ir bem mais atrás e trazer a trilogia MSP + 50, ao qual temos 150 artistas nacionais para fazer uma história com os personagens da Mauricio de Sousa Produções seguindo as suas características, estilos e maneiras de narrar uma história: MSP + 50 – Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas e MSP Novos 50 – Mauricio de Sousa por 50 Novos Artistas, todas as obras foram lançadas pela Editora Panini em dois formatos, capa dura e versão brochura.

Entretanto “Ouro da Casa” é mais significativo por um pequeno motivo: Apesar do Mauricio de Sousa  esta presente nas publicações, ele não senta e desenha todas as histórias, existe uma equipe composta por mais de 80 pessoas para levar todo mês as aventuras da MSP as bancas. Pessoas que se tornam anônimas, invisíveis, pois todas as publicações recebem a assinatura de criador. Vale lembrar que não estou considerando a linha da Monica Teen, nesta observação, mas sim os personagens clássicos. O grande idealizador esta obra é Sidney Gusman, coordenador do Planejamento Editorial da MSP, desde 2006.

Alguns artistas utilizaram várias páginas para narrar suas aventuras enquanto que outros fizeram a utilização de apenas uma página; uns trabalharam de forma simples, enquanto outros colocaram desenhos detalhistas. Mas nada desta diferenciação afetam a obra, muito pelo contrario, mostra a influência do mestre Mauricio.

Toda vez que se lança uma revista em quadrinhos no Brasil o discurso da dificuldade esta em primeiro plano. Da produção inicial até chegar às mãos do leitor, uma revista pode demorar anos, literalmente. A MSP vem mostrar que este caminho pode ser reduzido e seguro.

Podemos até não acompanhar mais a turma do Bairro do Limoeiro, seja em sua forma clássica ou na teen, uma coisa é certa, tirando os casos raros, todos com menos de 40 anos já leram uma revista deste criado que se orgulha de ser brasileiro.