A renúncia de Bento XVI: Um alerta para a religiões tradicionais aos novos tempos
Já anunciado que no dia 28 de fevereiro de 2013 o Pontífice Bento XVI deixara o trono de São Pedro. Os motivos estão ligados a avançada idade, sua frágil saúde, visto que o Papa faz uso de marcapasso, e não ter o vigor necessário para enfrentar as mutações e transformações de um mundo em constante renovação.
Durante os oito anos de liderança, Joseph Ratzinger enfrentou muitos problemas, entre o mais complexo, posso citar os vários casos de pedofilia envolvendo padres e a demissão do mordomo no final do ano também ganhou os noticiários do mundo. Entretanto o maior "desafio" de Bento XVI, acredito, foi suceder "o papa peregrino", João Paulo II, algo distante de ser atingido, mas entendo perfeitamente que são duas mentes diferentes e distantes. Vale lembrar que estou falando que Joseph Ratzinger deveria agir igual Karol Józef Wojtyla.
Mas vejo sua renúncia como um alerta as religiões tradicionalistas as modificações que estão ocorrendo no mundo, não me refiro aos meios tecnológicos, pois o próprio papa possuiu um twitter. Nos Estados Unidos o presidente Barack Obama se diz a favor da união homossexual; No Brasil, o pastor Cilas Malafaia foi duramente criticado após sua entrevista no programa da Gabi, por criticar o homossexualismo; a condenação de Bento XVI ao uso de preservativos também causou polemica.
As mudanças sociais estão agravando a relação com as religiões tradicionais, sendo que o cristianismo é disparadamente a mais afetada, devido ao modo liberal ao que estamos engrenados. Estas complicadas questões deixaram as mãos de Bento XVI, para serem respondidas por seu sucessor, seja ele quem for. Para os mais pessimistas, pode parecer um racha na igreja e o fim dos tempos, um papa renunciar, mas tal ação não era realizada a mais de seis séculos, sendo assim, é apenas um momento de crise, que logo passará.
