domingo, 5 de dezembro de 2010


Após um longo periodo de incertezas e dúvidas estou voltando a este universo e vamos a uma questão simples: o que significa ser aposentado?


Segundo o escritor Warren Ellis e o desenhista Cully Hamner em Red, a resposta é simples: viver de forma tranquila e calma distante de tudo e de todos.


Sempre imaginamos que um aposentado fica sentado lendo seu jornal tranquilmente, mimando seus netinhos, tomando longos banhos de sol, reclamando dos filhos que não os visitam, viajando e tomando seus remédios... mas não para Ellis e Hammer.

Antes de se aposentar ou se souber que alguém vai se aposentar, procure o quadrinho ou o filme, que tem Bruce Willis como Frank Moses, o aposentando mais legal nos últimos anos.

O nosso personagem deseja apenas ficar curtindo a vida, lendo seus livros, ouvindo boa música, cozinhando e ficar conversando com a agente Sarah... em resumo: curtindo a vida de aposentado.
Até que sua casa é atacada e ele volta a ativa, ou melhor, contra a CIA, para quem havia trabalhado.

O quadrinho possui aquele ritmo perfeito, calmo e tranquilo, quando necessário. Porém agressivo e nervoso, quando a ação começa, o traço de Curly Hammer é simplesmente fantástico para a trama que o inglês Ellis planejou. Como sempre Ellis faz uma critica ao sistema e suas medidas absurdas de forma ácida.

Procure ler o quadrinho de preferência e depois veja o filme no conforto de sua casa, pensando no tipo de aposentadoria que deseja desfrutar. Com emoção ou sem.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010


Quando o assunto é Finlândia e Metal, tudo pode acontecer.

A loucura é a seguinte, se que é que podemos chamar esta ideia de loucura:

um cidadão foi numa apresentação infantil, possivelmente de seu filho, quando ficou um pouco desgostoso das músicas tocadas no evento. Alguns depois senta com um amigo e fica conversando sobre música e as poucas influências que o mundo do Heavy Metal oferece para os pequeno, desta conversa nasce uma ideia simples e agradável.

Em Abril de 2010 aparece o resultado da conversa, uma banda formada por dinossauros, ou quase isso, cinco loucos em fantasias de dinossauros tocando um Power Metal sem muitas frescuras, se bem que ter cinco dinossauros no palco já é algo bastante estranho.

Pela história, cinco ovos foram transportados da época jurássica para os dias atuais por bruxas e magos, nascendo assim os "Reis Jurássicos do Metal"

As letras ficam, é obvio, no mundo infantil.

Na Finlândia a banda já conquistou um seleto respeito e faz shows para um plateia bem diversifica, de adultos, adolescentes, crianças e bebês, estes últimos não sei se sabem o que esta acontecendo ou se são seus pais que vão ensina-los a gostar de heavy metal.

Os membros humanos são: Mirka Rantanen (Thunderstone), Jens Johansson (Dio, Yngwie J. Malmsteen, Stratovarius), Henrik Klingenberg (Sonata Arctica), Mikko Kosonen (Maija Vilkkumaa), Nino Laurenne (Thunderstone) e Mikko Salovaara (Kiuas).

Vale a pena dar uma escutada.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010


Algumas músicas se tornam importantes em nossa vida por vários motivos. Aqui vai mais uma lista

10. A lista - Oswaldo Montenegro.

09. Perfeição - Legião Urbana

08. Sentimental - Los Hermanos

07. O amor não sabe esperar - Paralamas do Sucesso

06. Xote do edifício -Zeca Baleiro

05. Canção pra você viver mais - Pato Fu

04. Vacilão - Seu Jorge

03. Refrão de Bolero - Engenheiros do Hawaii

02. Homem-Aranha - Jorge Vercillo

01. Alô, alô, Marciano - Elis Regina

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ganhando por W.O.


O que o amor não faz com a pessoa.

Depois de uma briga judicial que levantou os ventos, Roriz resolveu abrir mão e passou a disputar o governo do Distrito Federal de uma forma mais indireta, colocou sua esposa para substituir-lo no pleito para o governo, ou seja, o amor é lindo e a Lei de Ficha Limpa será colocada em segundo plano, afinal para dribla-la, teremos uma eleição com muitas mulhures.

Demorei muito para falar sobre este pleito po um único motivo: Roriz.

Com ele no pleito, ficaria complicado perder, mas a Lei do Ficha do Limpa mudou tudo e surgiu uma sombra de dúvida. Para completar o terror da dúvida sobre fidelidades, o PT se une ao PBMD, numa forma de ignorar o passado e conquistar o pleito a qualquer custo.

Esta eleição surge num momento curioso, de um lado a Ficha Limpa aparesenta uma forma de dignidade do eleitor decide em que votar, mas por outro lado temos a união mais absurda, se pensado em idelogias partidarias. Analizamos o discurso ou as posições partidarias?

Votar no PMBD é aceitas as velhas práticas de controle. Este partido não te lado ou posição, se falando da velha e simplista eparação política: Direita - Esquerda - Centro. Este partido é o poder, tudo depende de quem esta no poder para se aliar. Então o PT que era esquerda, hoje pode ser visto como poder também, pois se finalmente chegou a deter o poder, agoira não quer mais largar.

A Lei do Ficha Limpa deveria limpar a política, mas pelo visto vai apenas fazer outras pessoas entrarem na política, sendo apoiadas por velhas raposas.

Para encerar, o canditado Agnelo só não ganha esta eleição por incopentência própria, pois seus maiores adversários largaram a pleito: Arruda e Roriz. A senhora Weslian Roriz não tem força política, não tem conhecimeto política e vai ser atacada por todos os lados no próximo debate, este pode ser o grande momento do Agnelo, mas se ele não souber tabalhar este momento, pode perder a eleição por pura incopentência.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os Substitutos


O que somos capazes de fazer para termos uma aparência que nos agrade?
Até onde a indústria do corpo perfeito pode alterar a nossa vida?

Se você acha que estas são perguntas que não fazem nenhuma importância na sua vida, pense duas vezes e leia um quadrinhos, que virou filme, "Os Substitutos", lançado no Brasil pela editora Devir.

A premissa do quadrinhos é simples para uma realidade alternativa de ficção científica: Num futuro não muito distante, a tecnologia avançou ao ponto que, aqueles que possui uma renda, podem ter um substituto, um espécie de androide que pode ser colocado no lugar e realizar atividades afins, enquanto o proprietário fica descansando, deitado em sua casa, conectada a uma rede de informações. Tudo que o substituto sentir, ver, ouvir ou qualquer outra coisa o proprietário sentira.

Com um substituto se pode fazer o que quiser e bem entender. Afinal de contas, se ele morrer, o máximo que pode acontecer com o seu dono é levar um choque. As profissões de risco não serão mais de risco, afinal de contas não existe risco de vida.

Então a pergunta original acaba sendo levada a frente e com mais preocupação, até onde a indústria do corpo perfeito muda você?

Olhe o mundo ao seu redor... quantas vezes um pessoa não foi aceita num determinado emprego por conta de sua aparência? Quantos namoros não acabaram? Quantas pessoas não gostariam de mudar alguma coisa? E com este pensamento a história se faz presente numa realidade não tão delirante e absurda.

Somos o que somos... Somos nossos medos e desejos... Será que o Superman seria tão super se realmente existisse o medo de morrer, de ser acertado por algo e tomar ao chão? Possivelmente não, sendo assim, esta é uma das criticas da história, se não temos medo de algo, o medo se perde, podemos fazer qualquer coisa. No que se tornaria nossa vida? O envelhecimento seria o mesmo? As leis de cotas, de racismo, de sexualidade se manteriam? Muitas destas respostas se perderiam, pois tudo mudaria. Mas não se engane se acha que diferenças acabariam, pois existem aqueles que não tem dinheiro ou não querem ter um androide e aqueles que venderiam a alma(literalmente) para terem um.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

The Boyz... Tocando um puteiro


NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS!

Este livro contém: linguagem obscena, erótica e depreciativa; gestos obscenos; insinuação de sexo e masturbação; consumo de drogas lícitas ou ilícitas; nudez (mas sem nu frontal); violência com requintes de crueldade apresentada de forma divertida; vítimas em estado de agonia; tortura, estupro, mutilação, abuso sexual; valorização da beleza física como imprescindível para uma vida feliz; e muitas outras coisas do gênero. Portanto, se você se sente chocado com algum desses conteúdos, nem pense em abrir esta obra (mas saiba que isso seria muita frouxidão da sua parte).

Um cidadão vai a uma loja para comprar um quadrinho ao filho, la chegando não pede ajuda e vai direto na sessão de quadrinhos. Pega uma revista de capa preta que tem cinco personagens e com um nome em inglês, The Boys... acha curioso e abre a revista para conferir o conteúdo, mal abre a revista e fecha ao ver uma cena de sexo. Respira e abre para continuar a estudar a revista e logo depois do sexo, tem uma cena onde um casal para lá de apaixonado, declarando-se de forma linda e de repente um vilão atinge a moça, que é lançada num paredão e o pobre rapaz fica com os braços de sua amada em suas mãos... se o pai ainda estiver tentando ver se o quadrinho fica mais tranquilo e tem uma cena de sexo num puteiro. Fecha a revista e vai reclamar com os vendedores, gerentes da loja e afins.

Muito agradavelmente o pai não se ateve de alguns pontos:

Logo no começo da revista o escritor explica como deveria ser chamada a revista, mas o editor não aceitou: Tocando um puteiro.

Se tivesse olhado a quarta capa da revista veria uma lista de itens que esta logo no começo desta matéria.
E foi exatamente nesta lista absurda que me levou a ler esta história, isso e o meu amigo Thiago Moreira (Foi mal chapa, mas tive que te citar) que me indicou esta revista. Todos os avisos aparecem, e deve ter tido alguns que eles devem ter se esquecido de colocar.

Para quem não conhece, Garth Ennis, escritor e criador desta loucura, deve ter tido algum problema com heróis quando criança, pois toda vez que pode ele acaba com os mascarados e fantasiados. Na revista a Pro, ele acaba com os ícones da DC Comics e sobre como pessoas normais podem ganhar poderes, neste caso uma prostituta é testada sobre o valor humano. Um dos pontos de discussão acaba se voltando para o 11 de setembro, "Onde estavam os heróis para impedir o atentado?" questiona a Pro.

Mas voltando ao garotos... o que os heróis fazem quando não estão salvando o mundo? Eles possui desejos sexuais? Qual as conseqüências de um herói admitir ser homossexual? O que uma jovem pode fazer para entrar num grupo? Todas estas questões são abordadas de forma forte pelos autores.
Diferente da Pro, em The Boys a critica chega a atingir a Marvel, mas o alvo central continua sendo a DC Comics, seja nos poderes, nas atitudes dos personagens, nos formatos de grupos.

Nossos heróis, ou melhor, os personagens principais são patrocinados pela CIA e são tão perigosas, ou talvez até mais, que os heróis. Pense neles como uma polícia que tem que manter os super sobre controle, e neste sentido uma frase muito recorrente em Watchmen de Alan Moore e David Gibbons é respondida: "Quem vigia os vigias": Billy Carniceiro, Hughie Mijão, Leite Materno, O Francês e A Fêmea.

The Boyz criado por Garth Ennis (roteiro) e Darick Robertson (arte) começou a ser lançando em 2006 e continua sendo lançada. No Brasil a editora Devir lançou a primeira encadernada, "O nome do jogo". A revista já ganhou um premio Eisner, o Oscar dos quadrinhos, o que a deixa bem cotada.

Se você esta cansado de heróis certinhos... então achou a revista certa.

domingo, 13 de junho de 2010

Earth X


O motivo da demora em publicar algo neste blog é exclusivamente desta obra pra lá de agradável, desenvolvido por Alex Ross e Jim Krueger, são 456 páginas de aventura.

Num futuro alternativo do Universo Marvel todos os seres humanos ganharam poderes. Os motivos são apresentadas e modificados com o passar dos capítulos.

Os seres que nos apresentam tais mudanças são Uatu, mais conhecido como Vigia, e o robo X-51, também conhecido como Homem-Máquina ou Aaron Stack.

Se faz necessário um conhecimento prévio do Universo Marvel para se entender a história e aproveitar os momentos, mas caso não conheça, tudo bem, dá pra curtir.

Os personagens importantes para a trama são apresentados e colocados de forma prática, incluindo suas origens,e como conseguiram seus poderes, visto que este é o ponto central da história, e sim, estamos falando dos nomes mais conhecidos da Casa das Idéias: Aranha, Capitão, Hulk, Homem de Ferro, Quarteto, Vingadores, X-Men.

Como se tratada de uma realidade alternativa e futurista, alguns personagens lutam contra problemas distantes de sua realidade habitual, ou como no caso dos Vingadores, do Demolidor e dos X-Men com versões, que procuram manter a estrutura das aventuras já conhecidas.

Os personagens que mais tem mudanças fundamentais são o Hulk, Aranha, Demolidor e Vingadores. A separação entre Banner e Hulk, ao quão o primeiro é um menino e o Hulk a besta, nos trás aquele dualidade posto no médico e monstro; a idéia sobre o Homem-Aranha, que passa a ser a filha de Parker, mas que tem o simbionte, onde o pai ainda é vivo e tem de ver a filha ser como ele no inicio de carreira; O Demolidor passa a ser um ventureiro dono de um circo que seja morrer e não consegue de forma alguma; Os Vingadores passam a ser robôs controlados por Stark.

Como a história foi lançada no final dos anos de 1990, é sempre bom lembrar que algumas realidades são alocadas naquele momento, então algumas partes estão presas ao período, como o casamento de Logan e Jean Grey.

A editora Panini lançou a versão encadernada e para felicidade dos mortais brasileiros, completa e sem cortes.

Caso esteja cmo alguns centavos sobrando ou ainda não sabe o que fazer com o 13º, passe numa livraria e seja feliz.

terça-feira, 23 de março de 2010

The Agonist


Ouve um tempo que para se descobrir uma banda nova era uma verdadeira novela. Um amigo podia lhe apresentar ou um vendedor de uma loja de discos. Daí você corria atrás pra ter mais coisas, o que acabaria lhe levando a conhecer uma infinidade de pessoas.
Com a internet isso não existe mais. Entre numa comunidade do orkut; siga uma pessoa pelo twitter; procure no youtube; pergunte para o Wikipedia; busque no myspace.
Graças a estas comunicações acabei descobrindo esta banda.

The Agonist
Vindos de Montreal, no Canadá, desde 2004, esta banda de Death melódico tem como chamariz a sua vocalista, Alissa White-Gluz, que ataca de vocal normal e gutural, lembrando as vezes o Arch Enemy. No instrumental a banda é bem death melódico, não tendo muitas diferenças de outras tantas, bases quebradas, solos bem trabalhados, letras abordando o caos social ao que vivemos.

Seus dois albuns lançados são de fácil download. Quem sabe um dia não teremos esta banda em nossas terras:
2007 - Only once imagined
2009 - Lullabies for the dormant mind

No Youtube tem, até o momento três videos oficiais e vários tirados de apresentações ao vivo:
Thank tou pain
Business suits and combat
...and their eulogies sang me to sleep

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Você esta na frequência global!


Você esta na Frequência Global

Não faz vinte anos, mas parece ser uma eternidade. A tecnologia nos facinava, mas se comparada ao que temos agora, ela ainda engatinhava. O que tinhamos de ponta em comunicação móvel estava nas mãos de poucas pessoas. Notebooks eram raros. internet, apenas discada e móvel, nem pensar. Em vinte anos, tudo mudou.

Com a popularização destes meios de comunicação, qualquer um pode possui um telefone móvel, seja ele complexo ou simples, isso sem falar nos notebooks que reduzem de tamanho e aumentam a capacidade de armazenamento de informação.

As smarts mobs (multidões inteligentes), fazem uso de vários recursos para se mobilizarem de forma rápida e eficiente. O conceito ao qual estou citando é simples e, de certa forma assustador, um grupo de pessoas pode fazer uma reunião em pouco minutos, em um local movimentado por meio de seus telefones moveis, por exemplo.

Podemos dizer que milhões de pessoas estão conectadas e que estas pessoas se comunicam por vários modos e com diversas intenções. O que faz elas se comunicarem e trocarem informações pode ser mera curiosidade ou mesmo um propósito académico, tanto faz, a ideia continua a mesma, elas se comunicam.

Estas multidões inteligentes podem fazer um protesto contra o aumento do combustível as 17hs no centro de uma grande cidade, sem nunca terem se visto, apenas utilizando os torpedos dos seus aparelhos moveis.

O escritor de revistas em quadrinhos Warren Elis elevou a idéia das smarts mobs e fez dela um grupo de ajuda mundial, chegando onde um governo possivelmente não poderia chegar. Em sua fileira o escritor colocou todo o tipo de pessoas com diversos trabalhos, de diversos lugares do mundo e todos preparados para agir quando necessário. O grupo é liderado pela misteriosa Miranda Zero e coordenado por Aleph, que esta sempre conectada a rede, procurando fatos que merecem a atenção do grupo.

Quando alguém é contactado para uma missão a primeira frase que ouve de seu estranho telefone móvel é "Você esta na frequência global". Os perigos podem vir de uma bomba nuclear à uma invasão alienigena indo até uma bomba bacteriana numa montanha russa. Os agentes mais próximos e mais capacitados são chamados para atuarem.

História fechadas e com vários desenhistas diferentes são outro charme desta série. Não há necessidade de se ler na ordem, já que não há ligação entre as histórias. Os personagens permanentes são os dois já citados, todos os outros aparecem apenas uma vez.

No Brasil já foi lançado por várias editoras, no momento quem detêm os direitos é a Panini Editora, que esta lançando em formato encadernado.

E se você leu este pequeno comentário, bem, então: You are on the Global Frequency!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sobreviver


O que podemos chamar de sobreviver? Passar por dificuldades, fazer escolhas difíceis ou mesmo perdas pode levar uma pessoa a não mais viver, mas sim sobreviver. Mas e quando o mundo desaba sobre um grupo de pessoa e tudo que elas possuem se perde o que resta a elas? Não podem mais viver, pois tudo que tinham se foi. O que sobre a elas é sobreviver.

Na ficção, sobrevivência é um tempo comum em livros, filmes, quadrinhos e músicas. A luta por viver geralmente é colocado como drama, mas também podemos ver esta luta por outro olhos. O do terror. Quando falamos de terror e mortos vivos pensamos em vampiros ou outros seres do além que tanto encantam aos olhos daqueles que apreciam uma vida diferente. Mas e quando a ficção aborda os mortos-vivos e os coloca como coadjuvantes numa série que possui seu próprio nome?

O centro não são eles, mas sim, a luta desesperada do ser humano, de não se render a uma condição e mesmo assim buscar uma maneira ou forma de estar presente.
Nos cinemas o diretor George Romero trouxe a luta pela sobrevivência e aproveitou para fazer uma critica a sociedade do final dos anos de 1960, nos Estados Unidos. Um grupo de pessoas sobrevive a uma infestação, os mortos estão deixando os cemitérios para caçar os vivos. Dentro de uma casa no interior, o grupo procura manter longe os mortos, seu líder é um negro. A preocupação do diretor não é explicar como ou de onde os mortos saíram, mas sim mostrar como as pessoas procuram se defender nestes casos. Os filmes de George Romero são: Night of the living dead ("A noite dos mortos-vivos" - 1968), Dawn of the dead ("Despertar dos mortos" - 1978), Day of the dead ("O dia dos mortos" - 1985), Land of the dead ("Terra dos mortos" - 2005) e Diary of the dead ("Diário dos mortos" - 2008).

Com o passar dos anos outros diretores tentaram fazer uso das ideias do mestre Romero, alguns caíram no pastelão descarado... outros no sangueira extrema. Um caso curioso é a produção inglesa: Shaun of the dead ("Todo mundo quase morto" - 2004), onde os mortos-vivos não são apenas os defuntos que se levantam das covas, mas também aquele indivíduo que não tem vida social, sai de casa para o trabalho e volta pra casa.