sexta-feira, 20 de agosto de 2010

The Boyz... Tocando um puteiro


NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS!

Este livro contém: linguagem obscena, erótica e depreciativa; gestos obscenos; insinuação de sexo e masturbação; consumo de drogas lícitas ou ilícitas; nudez (mas sem nu frontal); violência com requintes de crueldade apresentada de forma divertida; vítimas em estado de agonia; tortura, estupro, mutilação, abuso sexual; valorização da beleza física como imprescindível para uma vida feliz; e muitas outras coisas do gênero. Portanto, se você se sente chocado com algum desses conteúdos, nem pense em abrir esta obra (mas saiba que isso seria muita frouxidão da sua parte).

Um cidadão vai a uma loja para comprar um quadrinho ao filho, la chegando não pede ajuda e vai direto na sessão de quadrinhos. Pega uma revista de capa preta que tem cinco personagens e com um nome em inglês, The Boys... acha curioso e abre a revista para conferir o conteúdo, mal abre a revista e fecha ao ver uma cena de sexo. Respira e abre para continuar a estudar a revista e logo depois do sexo, tem uma cena onde um casal para lá de apaixonado, declarando-se de forma linda e de repente um vilão atinge a moça, que é lançada num paredão e o pobre rapaz fica com os braços de sua amada em suas mãos... se o pai ainda estiver tentando ver se o quadrinho fica mais tranquilo e tem uma cena de sexo num puteiro. Fecha a revista e vai reclamar com os vendedores, gerentes da loja e afins.

Muito agradavelmente o pai não se ateve de alguns pontos:

Logo no começo da revista o escritor explica como deveria ser chamada a revista, mas o editor não aceitou: Tocando um puteiro.

Se tivesse olhado a quarta capa da revista veria uma lista de itens que esta logo no começo desta matéria.
E foi exatamente nesta lista absurda que me levou a ler esta história, isso e o meu amigo Thiago Moreira (Foi mal chapa, mas tive que te citar) que me indicou esta revista. Todos os avisos aparecem, e deve ter tido alguns que eles devem ter se esquecido de colocar.

Para quem não conhece, Garth Ennis, escritor e criador desta loucura, deve ter tido algum problema com heróis quando criança, pois toda vez que pode ele acaba com os mascarados e fantasiados. Na revista a Pro, ele acaba com os ícones da DC Comics e sobre como pessoas normais podem ganhar poderes, neste caso uma prostituta é testada sobre o valor humano. Um dos pontos de discussão acaba se voltando para o 11 de setembro, "Onde estavam os heróis para impedir o atentado?" questiona a Pro.

Mas voltando ao garotos... o que os heróis fazem quando não estão salvando o mundo? Eles possui desejos sexuais? Qual as conseqüências de um herói admitir ser homossexual? O que uma jovem pode fazer para entrar num grupo? Todas estas questões são abordadas de forma forte pelos autores.
Diferente da Pro, em The Boys a critica chega a atingir a Marvel, mas o alvo central continua sendo a DC Comics, seja nos poderes, nas atitudes dos personagens, nos formatos de grupos.

Nossos heróis, ou melhor, os personagens principais são patrocinados pela CIA e são tão perigosas, ou talvez até mais, que os heróis. Pense neles como uma polícia que tem que manter os super sobre controle, e neste sentido uma frase muito recorrente em Watchmen de Alan Moore e David Gibbons é respondida: "Quem vigia os vigias": Billy Carniceiro, Hughie Mijão, Leite Materno, O Francês e A Fêmea.

The Boyz criado por Garth Ennis (roteiro) e Darick Robertson (arte) começou a ser lançando em 2006 e continua sendo lançada. No Brasil a editora Devir lançou a primeira encadernada, "O nome do jogo". A revista já ganhou um premio Eisner, o Oscar dos quadrinhos, o que a deixa bem cotada.

Se você esta cansado de heróis certinhos... então achou a revista certa.