terça-feira, 26 de maio de 2015

Jornalismo - Carniceiros - Maioridade Penal

Se por acaso, sua pessoa gosta de acompanhar os telejornais, deve saber um detalhe fundamental, jornalista, às vezes é quase igual a devoradores de carniça, esperam o animal mais forte matar e se aproveitam dos restos mortais para alimentar-se

Mas este grupo de profissionais deve informar a população, com notícias fundamentais para sociedade. Então são seriam eles os carniceiros, mas sim, esta sociedade tão desejosa e sedenta de sangue e carne nos dentes.

Vou fazer um breve resumo de algo bastante curioso, eliminando os nomes dos envolvidos:

Começou no Congresso os debates da maioridade penal. Sim, eu sei, os debates caminham em todas as direções possíveis, para os que defendem e para os atacam. Os argumentos são fortes dos dois lados e não vou entrar no âmbito das questões, minha intenção esta longe de ser esta.

Semanas depois, um jovem de 15 anos no Rio de Janeiro ataca com arma branca, (quantas pessoas neste país sabiam que arma branca é punhal, faca e companhia?), um médico, levanto a óbito. Continuando, o jovem é reconhecido, recolhido e se descobre que tem mais de 15 passagens pela polícia. Agora um Deputado deseja reabrir as discussões acerca do uso de armas brancas no Brasil, mas não se fala nada da maioridade penal.  O foco é sobre os ataques com arma branca e não mais os jovens praticando delitos, sejam eles leves ou graves.

Voltando ao ponto inicial, os devoradores de carniça. Um cidadão teve de perder a vida para se levantar uma discussão engavetada no Congresso a mais de dez anos, mas outro ponto se perde ou pouco é comentado. Falar sobre a maioridade penal é abordar o sistema judiciário e prisional de um país que possui leis conflitantes em alguns casos. Vamos celebrar a prisão de corruptos e trancafia-los em celas modelos, enquanto parte dos nossos detentos superlotam as prisões.


Quando iremos deixar de sermos surfistas e iremos virar mergulhadores? Deixar de ver os problemas de forma superficial e abrir um debate amplo e aberto e resolver os problemas? Até lá, continuaremos sendo carniceiros sociais.