domingo, 23 de outubro de 2016

Lady Gaga - Joanne


Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecida como Lady Gaga, lançou 21 de outubro seu quinto álbum, Joanne, uma homenagem a sua tia, falecida, que sofria de lúpus, doença autoimune. Confesso, sem nenhum pesar, que não gostava da cantora até alguns anos atrás. Sua superexposição em todas as mídias mais causava repulsa que atração. Poucas foram as músicas que ouvi, menos ainda as que prestei atenção em letras e possíveis críticas.

Em 2014, o lançamento do álbum de jazz cheek to cheek, ao lado do cantor Tony Bennett, causou tremores em vários sentidos. Será que a diva do pop atual estaria deixando seu estilo de lado e singrando novos ares? Ela se adiantou, e aumentou o terror para os fãs, “este não será meu último álbum de jazz, outros virão”, porém ela avisou também que não deixaria o estilo pop, que a consagrou. Gostei tanto do álbum, que na minha lista de melhores de 2014, entrou como primeiro lugar.

Dois anos depois, somos apresentados a Joanne. Existe algo de estranho neste álbum, Lady Gaga não volta ao seu pop característico, mas com algumas alterações. Em algumas composições, o jazz aparece, mas nada tão forte quanto em cheek to cheek. Porém, temos uma novidade, o country se faz presente, não apenas na canção título e na capa, mas em algumas estruturas.

Existe algo de íntimo, uma visão interior, ao qual deixamos o ritmo acelerado da vida, em alguns momentos e pensamentos da vida, nas ações e suas consequências. Mas não se engane, não é por muito tempo, pois ainda estamos falando de uma cantora pop, que mistura eletrônico com uma pitada de rock e outros estilos sem nenhum problema. A participação de Florence Welch, da banda Florence and the Machines, na canção Hey Girl não foi tão explosiva quanto se espera, porem, não deve ser deixa no esquecimento.

Acredito que acabará entrando em alguma lista de melhores do ano, pela audácia de flertar com vários estilos, mas não será uma unanimidade de aceitação entre fãs e críticos, acredito mais uma disputa entre os novos e os velhos.



Uma vez, fiz um comentário sobre Lady Gaga para uns amigos: “Ela sabe chamar atenção em vários sentidos, qualquer ligado a música, vai acabar falando dela um dia, para bem ou para mal”.