terça-feira, 18 de outubro de 2016

Um futuro esperado e um futuro vivido

Considero muito frutífero tantos os temores sobre o fim do mundo, quando as expectativas sobre o futuro. Talvez seja por isso que gosto tanto de filmes com os dois temas, e quando se une os dois, com sensibilidade e respeito aos temas, sinto que a perspectiva e realização são maravilhosas. Mas não se preocupe, não vou falar sobre filmes que considero fantásticos, o tema desta postagem é sobre o futuro.

Se você nasceu no século XX, antes dos anos 1990, o século XXI era algo distante e, as vezes surreal. Os filmes buscavam uma visão idílica e fantasiosa, e talvez esta colocação nos fez acreditar que este seria um século diferente, meios de transporte sem rodas (carros voadores, skates planadores), viagens a planetas próximos, estações orbitais, cidades luares e outras conquistas em níveis maravilhosos, acreditamos no fim de todas as doenças e num mundo mais harmonioso, algo utópico. Ou não, pois para muitos o ser humanos não consegue viver em paz e se de uma forma ou de outro, estaríamos vivendo a terceira guerra mundial.

Eis que chegou a virada do milênio. Bugs foram anunciados, um sistema de vírus devastaria a rede de computadores em nível global. Alguns religiosos acreditavam que seria o fim da terra e Jesus votaria a terra. Mas no fim, o que tivemos foi mais uma virada de folha de calendário. Deixamos de falar um mil, para falar dois mil. Mas os veículos voadores não vieram e muito menos a paz mundial. O que chegou, de forma assustadora, foi o terrorismo, espalhando o medo em todos os lugares e usando como face uma distorção de islamismo.

O que realmente foi alterado nesta passagem de milênio? A forma de comunicação, que já estava em processo, mas alcançou parâmetros nunca antes pensado pelo homem. O poder que os aparelhos móveis concederam ao homem comum é assustador. O Grande Irmão de Orwell se tornou real, ao menos por um lado, o fim do anonimato, do passar despercebido, pois um celular pode retirar uma pessoa da escuridão para os holofotes e depois a lança-la no esquecimento pleno. Acha que não? Ande em uma praça de alimentação, pegue um ônibus ou faça uma caminhada simples no parque e lá estão eles, interligados com a grande rede, conduzindo seus donos a lugares nuca antes estado.

Esta não uma critica ao fim do uso dos aparelhos móveis, mas sim uma pequena observação sobre este futuro tão distante do que se acreditava no hoje, distante, anos de 1960 até 1980.